Um Jardim…

Quando se assume a função de sacerdote e se abre uma casa, posso comparar a uma plantação de flores, onde o sacerdote é o semeador;  os médiuns, as flores e o jardim, o terreiro.

 

Em muitos casos você ara a terra, semeia e aguarda que as flores brotem e floresçam.

Em outros casos você replanta determinadas flores para que ela se adapte à sua terra (Médius oriundos de outras casas).

 

Algumas sementes florescem e nos mostram belas flores, de onde temos seu perfume suave, delicado e marcante, encantando os da assistência que recebem seu trabalho, ou seja, seu perfume.

 

Outras sementes florescem e podem até não nos parecer belas flores, mas seu perfume envolve a todos, deixando-nos extasiados tal como a dama da noite, onde poucos conhecem sua flor, mas seu perfume é reconhecido, pois é inconfundível.

 

As flores replantadas vêm para embelezar ainda mais seu Jardim. Parte das flores replantadas se adapta à sua terra, florindo cada vez mais e, assim como as sementes que floriram, nos deixam maravilhados com suas cores e perfumes.

Outras flores replantadas não se adaptam e precisamos retirá-las da terra e “doá-las” a outros semeadores, na esperança que aquela bela flor não morra.

 

Já outras sementes brotam, nos parecem flores nascendo enquanto elas são mudas mas, ao crescer mais um pouco notamos que se tratam de ervas-daninhas, as quais só tem a função de drenar a energia de sua plantação. E essas ervas devem ser removidas, mas mesmo sendo ervas-daninhas, elas não se perdem na plantação, pois ainda servem de adubo para suas flores.

 

Flores vêm e flores vão. A cada inverno, a cada mudança de estação, a cada doença, elas vêm e vão.

 

Aquelas que se adaptaram à sua plantação, ao seu jeito de cuidá-las, de tratá-las, elas florescem, não se vão e nos fornecem seu perfume; e à assistência, que são como abelhas à procura do mel…

 

Mas muitas vezes seu jardim é maltratado por aqueles que auxiliam em sua plantação. Não por maldade, não por vontade própria desses auxiliares, mas por medo daquele belo jardim ser invadido pelas ervas-daninhas, pois as sementes são idênticas.

 

E por mais que cada um dos auxiliares saiba de sua nobre função, eles vêem nas flores a impossível possibilidade de que elas possam retirar seu trabalho.

E com isso passam a não molhá-las, não adubá-las, e assim por diante, porque PODE ser que aquela semente seja uma erva-daninha. Só porque ouviram que talvez a semente da erva-daninha seja marrom como aquela que foi plantada, que ouviram dizer que talvez a semente da erva seja meio alongada, ou seja lá o que ouviram dizer.

E por ouvirem dizer que talvez não saibam o que talvez seja, passam a agir diferente do que prega a cartilha do “bom semeador”, onde uma das frases falava: “Com os que sabem pouco, ensinaremos e com os que muito sabem, aprenderemos, mas A todos aceitaremos e a ninguém renegaremos…”

 

Aí o que o semeador daquele jardim, que ainda vê na erva-daninha uso para ela, pois ela poderá virar adubo de suas flores, passa a ver em sua plantação?

 

Ele, o semeador, passa a ver:

– auxiliares insatisfeitos com a incoerente possibilidade das flores “criarem pernas” e tomar seus lugares;

– auxiliares que, mesmo com responsabilidades sobre a plantação, deixam de confiar no semeador, porque no inverno passado, algumas flores foram removidas e excluídas daquele jardim florido, e por não perguntarem a verdade ao semeador do porque terem sido removidas, se deixaram levar pelo dito e não dito, e pior, sem ao menos esperar a semente florir ou as mudas replantadas se firmarem na terra, para se ter certeza que eram realmente ervas-daninhas, passaram a podá-las, pisoteá-las e maltratá-las.

 

E o semeador passa a ver um jardim mal cuidado, abandonado à própria sorte, e só dependendo dele, porque os auxiliares passaram a brigar e discutir com vossos mentais atordoados de pensamentos errôneos por não se diferenciarem das flores, bem como a discutir com as flores do jardim, às quais deveriam ser cuidadas por eles também com amor, carinho, dedicação e humildade, para que no futuro passassem a receber dessas flores o perfume e o mel que elas possam dar.

 

Nesse momento o semeador, triste e tomado por um sentimento de incapacidade, reflete:

 

– Se estamos em um jardim de muitas flores, o sentimento que deveríamos ter não seria o de paz, de redenção ao Divino e de amor ao Criador?

E porque a guerra em um local tão belo?

Porque estamos sujando e destruindo nosso jardim, quando deveríamos zelar e cuidar dele?

Porque a falta de respeito pelos semeadores mais velhos, aqueles que possuem muito mais experiência e vivência na carne que qualquer outro?

E porque flores se acham na capacidade de questionar até mesmo seres de luz que ali trazem a sua sabedoria?

Porque até mesmo auxiliares duvidam da capacidade do semeador em semear?

Porque a recusa de alguns em executar sua função?

 

É hora de renovar o adubo dessa plantação. Deus, Aquele que forneceu o semeador, os auxiliares, as flores a serem replantadas e as sementes, bem como o manual do “bom semeador” determinou que todo jardim seja restabelecido, readubado e cuidado com muito amor, carinho, dedicação e respeito para com TODOS, sem exceção, pois somente o semeador pode dizer o que é e o que não é erva-daninha, e não julgamentos, principalmente os oriundos das flores.

E se houver alguma erva-daninha no jardim, cabe tão somente ao semeador removê-la, a pedido de quem comanda esse jardim, ou seja, a espiritualidade.

Que todos se coloquem como flores, pois cada uma tem o seu lugar na criação, sem interferir no lugar da outra.

E que todos se coloquem sob o céu do mesmo divino Criador, recebendo dele suas bênçãos.

 

Que Oxalá abençoe a todos, mas, se não houver alternativas, deveremos arar o jardim, remover todas as flores sem exceção e replantar tudo de novo, porque a missão do semeador não para, muda-se o jardim…

 

Vô João do Congo, transcrito por Sacerdote Marcos Mozol

 

 

Agora pergunto:

 

Aonde você está nesse jardim? Aonde você gostaria de estar nesse local de belas mas maltratadas flores? como flor ou como auxiliar?

Se como flor ou auxiliar, não importa, você conhece sua missão??

E qual o seu desejo???

 

Infelizmente, temos em alguns jardins, algumas pragas que devem ser extintas, antes que destruam todo o jardim. Pragas que são como laranjas podres que, se não forem removidas, apodrecem todo o seu trabalho. Esses seres fétidos jamais poderiam pisar em solo sagrado de templos de Umbanda, pois uma vez profanos e mundanos em suas atitudes e diálogos, esses seres não possuem moral para sequer representar as entidades que incorporam na luz da religião, quanto mais falar em nome dela. Eles adentram o solo sagrado, ficam de tocaia pelos cantos, começam a se tornar camarada de todos, só no intuito de colher informações, fofocar, falar da vida alheia, difamar e profanar seus irmãos de fé e o templo que o abrigou. São os seres mais repugnantes que existem…

Clamo ao Divino Criador que esses seres recebam a justa punição, pois todo templo é local sagrado e não deve ser usado para tais atitudes execráveis. E que esses seres coloquem a mão na consciência, pois o justo retorno virá, isso é certeza.

Umbanda não é bagunça, não podemos fazer o que queremos e do jeito que queremos, existe disciplina e hierarquia… É por causa de pessoas que gostam de bagunça que nossa religião está tão mal difamada e tão incoerente em seus procedimentos…

Está na hora de mudar, o que voce quer para o futuro de sua religião??

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LENDA DE (UM) EXU CAVEIRA

Sou Exu, assentado nas forças do Sagrado Omulu e sob sua irradiação divina trabalho. Fui aceito pelo Divino Trono e nomeado Exu a mais ou menos dois milênios, depois de minha última passagem pela terra, a qual fui um pecador miserável e desencarnei amarrado ao ódio, buscando a vingança, dando vazas ao meu egoísmo, vaidade e todos os demais vícios humanos que se possa imaginar.

Leia mais em http://www.tvumbandista.com.br/caveira.html

Eu sou…

Eu sou Luz, Força e Poder.
Eu sou parte do Pai.
Eu sou a Emanação Divina dos Tronos que me regem e Centelha da Lei que veio a este meio para espalhar a Doutrina à todos aqueles que cruzarem minha linha direta conforme determinação dos Tronos que me regem.
Eu sou o olho que tudo vê, que carrega à direita a pena que tudo escreve e tudo passa, e à esquerda, o relógio que obedece e se serve das forças do Tempo.
Eu sou filho de Agni e seu servidor eterno.
Eu sou eu, eu sou…

(NÃO AUTORIZADA A PUBLICAÇÃO, SEM CITAR A FONTE)

Atualizando noticias…

Algumas pessoas são mesmo sem nexo…

Atirei no truta e acertei o burro… rsrs. Eu havia mandado uma mensagem aos desafetos da doutrina da Umbanda Sagrada e um tonto qualquer vestiu a carapuça e saiu me ofendendo.

Eu vejo que, a cada dia que passa, as pessoas se acham muita coisa, sendo que nada somos além de instrumentos dos Sagrados Orixás e da Lei Maior e da Justiça Divina.

A grosso modo, somos meros objetos em evolução. Só que alguns se acham mais que a própria espiritualidade…

Amado Pai, Divino Criador de tudo e de todos… Dai a luz a esse povo porque eles não sabem nem por onde caminham… Como podem ajudar o próximo?

Vou indo mas eu volto, em breve…

Intolerância Religiosa II

Continuando as peripécias de Itanhaém:

Após narrar aqui a invasão do meu terreiro, descobrimos na mudança a falta de um ventilador grande, que também foi doado. E mudamos para evitar outras invasões, além do valor a ser pago no novo imóvel é bem mais em conta.

Bom, enquanto fazíamos a mudança, uma certa pessoa ligou para a proprietária do imóvel e teve a pachorra de dizer que estávamos fugindo, no intuito de melindrar a mesma contra nós, alegando que não iríamos pagar o aluguel.

Recado à pessoa que ligou… “Prezado …: Não somos da mesma laia que voce, não temos um nível baixo como os de seu convívio. Pena de voce que agregou mais um apático contigo em seu rol de  “repudiadores”, a proprietária do imóvel, a qual nos deu plena e total razão, além de simplesmente não acreditar em suas atitudes infames. Nem nós sabíamos que tu era tão baixo ao ponto de pensar tal sandice. Beira o ridículo.”

Mas deixemos tudo nas mãos de Ogum e Xangô. Que a Lei Maior e a Justiça Divina cuidem de nós.

Intolerância religiosa (será?)

É, pois é amigos de senda e destino,

Hoje fui surpreendido com uma notícia absurda:

Invadiram meu terreiro em Itanhaém, e as primeiras informações davam conta de destruição total… Como estou em São Paulo, o martírio e a espera de notícias foi amargurante…

Após incontáveis 2 horas, a resposta de minha tia que se dirigiu ao Colégio 7 Espadas para avaliar o estrago e acionar o policiamento:

Destruíram 1 atabaque, furtaram algumas guias minhas, alguns apetrechos das entidades, alguns cristais sem valor, uma espada de ferro, 2 caldeirões de cobre dos ciganos e respectivas moedas (uns 3 Reais) e  o som (talvez à título de tirar a suspeita de qual já temos).

Pelo material furtado, não acredito tratar-se de um furto simples, mas sim de busca de material para demandar contra o terreiro e à minha pessoa. Outros materiais de valor não foram levados, o que leva a crer que entraram para buscar doações e retirar peças para oferendas negativas e demandar contra mim e contra a casa.

PARA AQUELE(s) QUE ADENTROU(aram) AO TEMPLO, UM LOCAL SAGRADO, E PROFANOU CONTRA OS ORIXÁS (RUM (atabaque maior), OGUM, pela espada furtada, LINHA DOS CIGANOS, pelos caldeirões de cobre e moedas e XANGÔ pela injustiça cometida contra nós), leia bem:

Que suas proteções espirituais  tomem conta de sua(s) coroa(s), pois irei clamar os sagrados Orixás profanados e suas respectivas esquerdas para a devida punição a ti, no mais devido rigor da Lei Maior e Justiça Divina, porque eu não posso julgar, mas posso clamar.

Que eles não tenham dó de ti, profanador infeliz, pois sei que o material furtado não tinha qualquer valor material, nem para ser usado com troca de droga. Quando tu começar a demandar contra mim ou a casa ou qualquer um do meu Colégio, que imediatamente essa oferenda será ofertada ao seu Exu, e que ele devolva a profanação a ti na medida certa com seu cetro fálico (sabemos que Exu devolve 7 vezes maior), punindo-o à altura de sua profanação, isto é, caso seu Exu já não o tenha abandonado e deixou lugar à um quiumba qualquer, o que é bem possível. E se for esse o caso, então que essa oferenda seja revertida ao Sr. Exu Maioral, e que ele seja rigoroso na condução da Lei sobre sua vida, seu pequeno projeto de ser religioso (porque Umbandista não pratica atos imbecis como esse). Que assim seja…

Opa, acham que eu estou nervoso? Se eu estivesse nervoso, meus atos seriam descabidos e eu me rebaixaria ao nível desse(s) crápula(s), e eu já não mais seria um Umbandista, seria mais um da corja desse(s) infeliz(es).

E tenho orgulho de ser o que sou: Umbandista. Desse(s) otário(s) eu tenho pena, pois não evoluiu(íram) e nem sabe(m) o que é ser religioso. Dó não tenho, pois verei as devidas punições serem aplicadas, e, como disse o Exu: a última risada é minha…